Na psicanálise, o Ideal do Eu é descrito por Freud como aquela instância psíquica que representa a perfeição que o sujeito projeta para si mesmo. Em outras palavras, é a imagem de como gostaríamos de ser… Mesmo que ainda não sejamos.
Esse conceito, tão importante para compreender a formação da personalidade e o sofrimento humano, é também indispensável para o marketing. Afinal, ninguém consome apenas pelo que é. As pessoas consomem pelo que desejam ser.
O desejo além do objeto
Quando alguém adquire um vinho de safra rara, não se trata de matar a sede ou de degustar uma bebida qualquer. O que está em jogo é o prestígio que aquele rótulo simboliza.
Da mesma forma:
- Uma boa escola é, antes de tudo, promessa de futuro para os filhos e, não apenas um espaço de aprendizado.
- Um sistema de segurança não é simples proteção material, mas sobretudo paz de espírito.
- Um corretor de imóveis não é apenas alguém que vende casas e apartamentos, mas um guia que oferece conhecimento de mercado, segurança jurídica e economia de tempo.
O consumo é sempre carregado de significados que TOCAM o Ideal do Eu.
O erro de muitas marcas
O equívoco mais comum no posicionamento empresarial é falar apenas do que já existe (características técnicas, atributos funcionais, dados frios). Isso torna a marca invisível, porque não dialoga com a dimensão simbólica do desejo.
Quando a comunicação mostra apenas o produto como ele é, ela perde a oportunidade de mostrar quem o cliente pode ser ao escolher aquele produto ou serviço.
Falando nisso, fica visível como os tempos de “politicamente correto” tornaram insípidas muitas marcas e levaram ao esquecimento tantas outras. Isso ocorreu e, ainda ocorre em alguns casos, por exemplo – com certos prestadores de serviço da área da educação, principalmente escolas e universidades públicas.
O marketing que toca o Ideal do Eu
O verdadeiro marketing não se limita a vender objetos, mas constrói símbolos. Ele não oferece apenas soluções, mas significados que ressoam com aquilo que as pessoas projetam para si mesmas.
Por isso, se a sua marca deseja ser lembrada, precisa ir além da descrição do que já entrega. Precisa falar do que ainda não existe, daquilo que o cliente sonha, deseja e projeta no seu Ideal do Eu.
No fim das contas, não é sobre vender.
É sobre fazer com que cada cliente veja na sua marca um espelho daquilo que gostaria de ser.
Se o seu negócio já possui solidez no mercado, ou se você está começando, mas tem capital para crescer de forma estratégica, entre em contato para levar sua marca a um novo patamar.
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